Eficiência Energética nos Edifícios

Em 2017, 1,4 milhões imóveis em Portugal já têm classificação energética. A Certificação Energética de Edifícios (SCE), sistema gerido pela ADENE, permite aos portugueses disporem de uma ferramenta de avaliação e validação independente do desempenho energético dos seus imóveis, bem como uma caracterização das oportunidades de melhoria que podem ser adotadas de forma a que as casas sejam mais eficientes, poupando na fatura energética e melhorando o seu conforto e saúde.

A certificação energética permite que no momento da compra ou arrendamento de uma casa, o cidadão esteja já informado sobre o desempenho energético da mesma, permitindo ir além das tradicionais considerações relativas à arquitetura, aos acabamentos, ao preço e ao local. Aspetos como o nível de isolamento da envolvente, os materiais de construção, a eficiência dos sistemas técnicos instalados, as energias renováveis, por um lado, e os possíveis consumos de energia e emissões de CO2 por outro, passam a ser do seu conhecimento.

No quadro da sua estratégia de aprofundamento e valorização da eficiência energética nos edifícios em Portugal, a ADENE promoveu um estudo de opinião junto dos consumidores. Com vista a dar resposta às melhorias sugeridas, o formato e o conteúdo do Certificado Energético estão em alteração, de forma a tornar mais evidente que a eficiência energética oferece, quer um bom retorno financeiro, quer benefícios de conforto e saúde. Este processo conta com o contributo de diversos agentes do mercado, que vão desde os consumidores até entidades visadas pela certificação energética. Com estes contributos, será possível criar um novo modelo de certificado, garantindo um melhor conhecimento e adesão voluntária ao Certificado Energético.

A principal conclusão indica que os consumidores gastam em média cerca de 112 euros mensais com a energia e água utilizadas na habitação. A eletricidade é a fonte de energia que implica a maior despesa, seguindo-se, com pouca diferença entre si, o gás e a água.

Muitas das intervenções realizadas nos edifícios têm como objetivo o aumento da eficiência energética na habitação, o que se traduz num impacto positivo, nomeadamente num alívio no orçamento mensal por via da redução de custos com a energia. De referir, também a importância do conforto térmico na melhoria das condições de saúde das pessoas, resultantes destas obras.

Retomando os principais indicadores do Estudo de mercado sobre a Eficiência Energética na Habitação Particular, desenvolvido pela ADENE, três em cada quatro dos inquiridos mostrou preocupação com o tema da Eficiência Energética, com o objetivo de reduzir as faturas de eletricidade, do gás e da água, no entanto, na prática, nem todos os inquiridos conseguiram concretizar medidas efetivas para reduzir o consumo da forma mais racional.

Neste sentido, o papel da ADENE assume uma importância primordial na educação e informação que disponibiliza ao consumidor de energia. Posso adiantar que estamos a desenvolver um conjunto de serviços que irão ajudar os portugueses a melhorar a sua eficiência energética.

Para além de todas estas vantagens, as habitações mais eficientes podem usufruir de benefícios fiscais, como por exemplo os edifícios A e A+ que podem ver o seu IMI reduzido. Neste caso, os proprietários devem informar-se nos seus municípios.

A implementação de soluções de eficiência energética na habitação, é uma das principais preocupações dos consumidores de energia. No entanto, perante a necessidade de um investimento inicial elevado, o estudo realizado indica que não existe uma perceção imediata dos benefícios resultantes ao longo do tempo, não só no que respeita a uma poupança monetária, aumento do nível de conforto das casas e principalmente com os benefícios resultantes para a saúde dos seus ocupantes.

Importa, desde já, reforçar, que de entre as medidas de eficiência energética mais implementadas entre os inquiridos destacam-se: 68% refere que utiliza lâmpadas LED,; 43% compra eletrodomésticos mais eficientes; 28% optou pela substituição de equipamentos eficientes de produção de água quente e 20% substituiu as janelas por opções mais eficientes. Em relação às energias renováveis para produção de energia em casa, apenas 3% afirma ter recorrido a esta solução.

Qualquer consumidor de energia pode consultar mais informação sobre o tema na coleção publicada pela ADENE “10 Soluções – Eficiência Energética”, disponível em www.adene.pt que ajuda o consumidor a compreender melhor como é possível aumentar o conforto e a eficiência energética da sua habitação.

Cada guia aborda uma opção de melhoria, explicando as vantagens e as considerações a ter na decisão de a implementar: o que fazer antes de avançar para a obra, o pedido de orçamento, o acompanhamento da obra, os cuidados de operação e de manutenção, entre outros aspetos. Através destes guias gratuitos conseguirá identificar os aspetos a ter em conta antes de avançar para uma obra de beneficiação da sua casa.

Certificação Energética dos Edifícios (SCE)

A ADENE gere a Certificação Energética dos Edifícios (SCE) que faz parte desse conjunto de políticas energéticas no setor dos edifícios e constitui-se hoje como a principal ferramenta para avaliação do desempenho energético dos edifícios. Implementado em 2007 por via da transposição da Diretiva Europeia relativa ao Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD), permitiu acompanhar a evolução legislativa da eficiência energética, aliada à promoção das condições de conforto térmico e da qualidade do ar interior nos edifícios.

Certificar é Valorizar

A nova campanha “Certificar é Valorizar” pretende mostrar aos portugueses a importância do Certificado Energético e o impacto que pode ter nas suas vidas.

 

A Etiquetagem Energética de Produtos CLASSE+

A ADENE desenvolveu a nova marca “CLASSE+” (Classe Mais) para a etiquetagem energética voluntária de produtos, afirmando o importante contributo deste instrumento para a aceleração da eficiência energética na habitação particular.

A “CLASSE+” vem substituir a anterior marca “SEEP”, marcando a nova fase desta ferramenta de promoção da eficiência energética. Com a assinatura “A eficiência tem classe”, a nova marca irá distinguir produtos e equipamentos com influência nos consumos de energia nos edifícios, mas que não são abrangidos pela etiqueta energética europeia.

O primeiro produto etiquetado pelo CLASSE+ são as janelas, cuja classe de desempenho energético passará a ser classificado de F (menos eficiente) a A+ (mais eficiente). A classificação de elevadores, tintas e soluções de isolamento térmico está também em preparação pela ADENE.

Importa realçar o potencial de contribuição deste instrumento para a eficiência energética nos edifícios, bastando para isso considerar o exemplo da mudança para janelas com etiqueta CLASSE+, cuja informação mais detalhada está disponível em www.classemais.pt, onde é possível a simular a classe energética das janelas.

Nos 1,4 milhões de certificados energéticos das casas emitidos em Portugal, foi possível verificar que existem perto de 1 milhão de janelas que podem ser substituídas para outras mais eficientes. Globalmente, isso poderia significar mais de 5 milhões de euros de poupança de energia por ano nas habitações familiares, para além de uma melhoria relevante do conforto e da saúde dos seus ocupantes.

A etiquetagem energética CLASSE+ basear-se-á agora num modelo mais dirigido ao consumidor, mais ágil para as empresas e mais sustentável, com um forte envolvimento da indústria. Se é profissional ou empresa do setor das janelas, saiba o que vai mudar com a etiquetagem CLASSE+.

As principais empresas do setor das janelas associaram-se ao lançamento do CLASSE+, realizado no dia 6 de dezembro de 2017, e terão os seus produtos classificados já a partir de 2018. Outras empresas poderão solicitar a sua adesão, podendo utilizar para o efeito os contactos: classemais@adene.pt ou o telf. 214 722 800.

Close Menu