Mobilidade

O desenvolvimento social e económico proporcionou mundialmente um aumento na capacidade de mobilidade das pessoas. Este crescimento é uma das causas da dependência atual dos derivados de petróleo e, consequentemente, da manifestação de graves problemas de contaminação ambiental.

Há várias décadas que o sector dos transportes é um dos principais responsáveis pelo aumento das emissões de poluentes atmosféricos e produção de ruído. O sector dos transportes, a par do da indústria, constitui um dos sectores com maiores consumos energéticos e com forte dependência de recursos energéticos não renováveis. O consumo energético do sector dos transportes em Portugal representa cerca de 36% do consumo de energia final do País.

O modo de transporte mais poluente (em termos absolutos) é o rodoviário, seguindo‐se o modo aéreo, o marítimo/fluvial e, por último, o ferroviário. Em Portugal o modo rodoviário é responsável por mais de 23,5% do total das emissões de gases com efeito de estufa (GEE).

A bicicleta e as deslocações a pé (modos suaves de mobilidade) são as formas de transporte mais eficientes, seguindo‐se o comboio, o metro e o autocarro. O automóvel afigura-se como o meio de transporte menos eficiente, consumindo mais energia por passageiro por quilómetro percorrido, do que os modos suaves ou os transportes públicos. No entanto, o automóvel tem dominado as deslocações em meio urbano. Esta tendência reflete-se na forma como as cidades têm sido concebidas em função dessa utilização, com claras desvantagens para outros modos de transporte.

Contudo, esta situação tem vindo a alterar-se lenta e progressivamente, com a integração de princípios de sustentabilidade no desenvolvimento urbano, a preconizar a diminuição da influência do transporte motorizado individual e, consequentemente, a promoção da utilização do transporte coletivo e dos modos suaves.

Sistema de Etiquetagem Energética de Frotas (SEEF)

O Sistema de Etiquetagem Energética de Frotas (SEEF), foi desenvolvido pela a ADENE e consiste num sistema voluntário de certificação que permite a qualquer organização que usufrui de uma frota de veículos rodoviários (para já, à exceção de frotas de veículos pesados de mercadorias) determinar o seu nível de desempenho energético em termos operacionais.

Assim, analogamente à etiquetagem de aparelhos elétricos para uso doméstico (p.e. frigoríficos, máquinas de lavar roupa, etc.), as diferentes classes energéticas representam o desempenho energético global da operação da frota, permitindo à organização comunicar a classificação energética da sua frota numa ótica de responsabilidade social, associada a poupanças energéticas e de custos.  Esta certificação energética de frotas tem o potencial para, com o diagnóstico energético realizado e as medidas de melhoria recomendadas, contribuir para a redução dos consumos energéticos da frota, através da promoção de comportamentos e políticas energeticamente mais eficientes, introdução de veículos mais ecológicos e, o incremento de atividades de manutenção preventiva.

Vantagens :

  • Poupança de combustível: redução de custos e emissões
  • Imagem Verde
  • Gestão mais racional
  • Promoção de veículos ecológicos
  • Promoção de comportamentos mais eficientes
  • Diferenciação positiva da frota
  • Maior conhecimento do desempenho dos veículos
  • Valorização da frota, em resultado da melhor utilização e preservação das viaturas

Modelo de avaliação

O modelo de avaliação criado tem por base uma metodologia que considera os inúmeros fatores que podem condicionar o consumo global energético de uma frota. Consequentemente é fundamental que exista uma recolha de dados e informações sólida, que deverá contemplar as especificações previamente definidas. A estrutura da certificação energética de frotas, e dos elementos a recolher, pressupõe a sua divisão em duas partes: conformidade processual (A) e indicadores qualitativos e quantitativos (B).

A conformidade processual é analisada através das respostas a um inquérito/auditoria realizado ao responsável pela frota. Este inquérito foca-se nos seguintes elementos: sistema de gestão de frota e, de informação operacional; procedimentos e calendarização da manutenção preventiva e, obrigatória; modelos de avaliação de condução e, planos de formação em eco condução; inclusão de critérios de eficiência energética na política de seleção e, aquisição da frota; comprometimento com outras ações de carácter ambiental, de qualidade ou social, na frota ou empresariais, que possam ter impacto na sua mobilidade.

Os indicadores de consumo energético qualitativos e quantitativos são avaliados através de elementos que devem ser facultados por meio do preenchimento de uma folha em Excel, com os principais dados de cada veículo, nomeadamente características técnicas, emissões de CO2, consumo de combustível e quilómetros percorridos. Atualmente a ADENE adotou uma metodologia de recolha de informação processual e de desempenho das frotas através do contacto direto com as empresas, mas pretende a médio prazo desenvolver uma plataforma online para o registo de toda a informação e emissão dos certificados.

Mobilidade Elétrica

A mobilidade elétrica torna-se cada vez mais relevante para a mobilidade sustentável e para o aumento da eficiência energética no transporte. À medida que a autonomia dos veículos elétricos aumentar, prevê-se que os utilizadores desta forma de mobilidade cresçam na mesma proporção.

Os veículos elétricos distinguem-se pelo:

  • binário constante e disponível de imediato
  • ruído reduzido
  • melhor desempenho ambiental
  • combinação de funcionalidades inovadoras
  • menores custos de combustível e manutenção
  • redução da emissão de gases de efeito de estufa
  • diminuição da dependência energética do país

A mobilidade elétrica será o fator decisivo para a redução de pegada de carbono.

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