A ADENE participou na VII Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa, que decorreu de 7 a 9 de julho, na sua primeira edição inteiramente online. Neste evento organizado pela Vida Imobiliária e a Promevi marcaram presença mais de 80 organizações, incluindo associações, empresas, autarquias e governo central, num total de 2000 participantes nas 22 iniciativas dinamizadas sob o mote “[Re]Lisboa, Reabilitar Regenerar e Reutilizar”.

No dia 8 de julho, para além da participação no painel de debate da sessão “Lisboa – Capital Verde em tempos de pandemia!”. Nuno Baptista, Coordenador da Unidade do Edificado e Administração Pública, efetuou uma intervenção com o título “Edifícios Eficientes – Abordagem Integrada e o seu Impacto nas Cidades”, contribuindo para o debate entre os cerca de 150 assistentes sobre temas como o significado da Lisboa Capital Verde Europeia 2020 para a construção da cidade, a importância do desafio verde em tempos de pandemia e reforço das medidas sanitárias, bem como a relevância da promoção da eficiência energética e hídrica dos edifícios e o contributo da certificação ou outras iniciativas de classificação para a sustentabilidade das cidades.

Na sua apresentação, Nuno Baptista começou por fazer uma abordagem geral integrada do parque edificado em Portugal, suas características e histórico no que concerne à legislação. Concluindo que as medidas legislativas têm evoluído de forma exigente e eficaz, com impacto no conforto e eficiência dos edifícios, evidenciou o importante potencial de melhoria ainda existente, associado a um grande volume de edifícios antigos, responsáveis por 40% do consumo de energia. Para endereçar esta oportunidade de melhoria, foram destacadas as medidas previstas na Estratégia a Longo Prazo para a Reabilitação do Edificado (ELPRE), que pretende contribuir para a descarbonização do parque imobiliário até 2050.

No que diz respeito à cidade de Lisboa, Nuno Baptista apresentou o panorama geral da certificação energética em particular no que se refere à construção nova, destacando o crescimento constante da reabilitação nos últimos anos. Deu ainda nota que a regulamentação tem criado um patamar mais exigente quanto à classe energética, refletindo uma predominância das classes D e C mas que estas podem evoluir para classes mais eficientes mediante a implementação das medidas de melhoria identificadas nos certificados energéticos, com impacto na eficiência energética da cidade de Lisboa. Por fim, referiu as iniciativas que a ADENE tem desenvolvido no âmbito da sensibilização e do  financiamento à reabilitação de edifícios, que potenciam a redução dos consumos de recursos e a melhoria do conforto.

Além desta intervenção e participação no debate, a ADENE fez-se representar ainda por um stand virtual com informações sobre a ADENE e algumas das suas soluções relacionadas com a eficiência energética e hídrica nos edifícios, tais como: Certificar é Valorizar, CLASSE+ e AQUA+, tendo atraído cerca de 60 visitantes.

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