ADENE assina protocolo com a EDM e AdP para instalação de projetos solares fotovoltaicos em antigas áreas mineiras

A ADENE – Agência para a Energia, a EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro e a AdP – Águas de Portugal, assinaram, a 22 de dezembro, um protocolo de cooperação e colaboração com vista ao aproveitamento de antigas áreas mineiras ambientalmente remediadas para produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis. O evento decorreu no Ministério do Ambiente e da Ação Climática e contou com a presença da Secretária de Estado do Ambiente, Inês dos Santos Costa, e do Secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba.

A cooperação e a colaboração institucional são pilares de atuação da ADENE. Apenas em conjunto e em articulação com outros, do sector público ou privado, poderá cumprir com a sua missão. Uma missão de mobilização e dinamização que aposta na informação e informação para uma sociedade com maiores índices de literacia energética e onde o estado seja o exemplo na execução das suas políticas e programas.

Para Nelson Lage, Presidente da ADENE “Este protocolo representa mais um passo que é dado na cooperação institucional e no contributo que as instituições estão a dar e pretendem continuar a dar no cumprimento das metas para a descarbonização e transição energética das atividades desenvolvidas pelo Estado. A ADENE não poderia por isso deixar de se associar à EDM e à ADP neste importante passo de produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis em áreas mineiras ambiental mete remediadas otimizando e rentabilizando de forma Sustentável um passivo ao seu dispor.”

Através deste protocolo, numa primeira fase, será analisada a viabilidade técnica e económica para a utilização de cerca de 61 hectares de áreas mineiras já ambientalmente remediadas nos concelhos de Mangualde, Nelas, Pinhel, Gouveia e Mêda. Esta área corresponde a um potencial de instalação máxima de energia que pode ir aos 60MW e de produção máxima que pode atingir os 99MWh/ano, num investimento estimado de 42 milhões de euros.

A implementação deste projeto apresenta um conjunto de vantagens, nomeadamente a possibilidade de constituição de comunidades de energia renovável e o aproveitamento das antigas áreas mineiras. Estas, apresentam constrangimentos de uso de longo prazo (por exemplo agroflorestal) devido ao processo de remediação ambiental, monitorização e manutenção das células de confinamento.

A EDM já investiu cerca de 40 milhões de euros na descontaminação dos solos e das águas, ao abrigo do seu contrato de concessão para remediação ambiental nestas antigas áreas mineiras, estando os terrenos prontos para receber este tipo de investimentos.

Para o Grupo AdP, este protocolo enquadra-se no seu Programa de Neutralidade Energética ZERO, o qual prevê o aumento, até 2030, de produção própria de energia elétrica 100% renovável em 632,7GWh/ano e uma redução de emissões de CO2 em 185.070 ton/ano após a sua conclusão. O Programa ZERO, através do qual o Grupo pretende atingir a neutralidade energética em 2030, representa um investimento de 363,3 milhões de euros.

O protocolo assinado facilitará a concretização dos objetivos dos programas de descarbonização das três empresas, contribuindo diretamente para as metas nacionais previstas no Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050, no Plano de Energia e Clima 2030 e no ECO.AP 2030.

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