No debate Conversas Soltas Santander

A ADENE – Agência para a Energia participou no debate “IFRRU2020 – Reabilitamos para Revitalizar” no qual apresentou a valorização económica da eficiência energética em imóveis a reabilitar.  

Na última década foram emitidos 1,4 milhões de certificados energéticos de imóveis pelos Peritos Qualificados independentes, que identificaram mais de dois milhões de medidas de melhoria, representando um potencial de poupanças de até 800 milhões de euros por ano, para as famílias, para as empresas e para o Estado. 

Conversas Soltas Santander
Fotografia: www.santanderempresas-economiaiberica.pt

A certificação energética de edifícios permite disponibilizar ao consumidor informação sobre o desempenho energético dos imóveis: a redução de custos com a utilização de energia, a melhoria do conforto e da saúde dos consumidores. 

O certificado energético tem, pois, enormes vantagens, muito superiores ao investimento inicial, sendo ainda um fator de valorização do imóvel, conduzindo por isso a uma diferenciação positiva na comparação com outros edifícios, seja para quem o vende ou arrenda. Os estudos europeus e nacionais confirmam que os investimentos que apostam nos níveis mais elevados de eficiência energética (A e A+) conseguem uma valorização adicional do imóvel entre seis e dez por cento do seu valor de mercado.  

Para além dos benefícios fiscais para a reabilitação, o acesso a benefícios fiscais relacionados com a eficiência energética comprovadas com o certificado energético da habitação, como é o caso de reduções de IMI ou isenções deste imposto e do IMT no caso de aquisições de edifícios com vista à sua reabilitação, acrescentam ainda mais valor a este investimento. 

De referir que atualmente cerca de 20% dos certificados emitidos na área da habitação já são voluntários, o que reflete a crescente importância que os consumidores atribuem à emissão do certificado energético.   

Portugal, encontra-se assim, no bom caminho para cumprir as metas de eficiência energética em 2020, designadamente através da aposta no programa IFRRU2020 destinado a financiar investimentos em reabilitação urbana com 1,4 mil milhões de euros.