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Estudo sobre Economia Azul revela potencial de Portugal nas Energias Renováveis Oceânicas

Foi oficialmente apresentado ontem o Estudo sobre a Economia Azul no âmbito das Energias Renováveis Oceânicas, desenvolvido pela ADENE, em colaboração com a WavEC Offshore Renewables, numa sessão que decorreu na Agência para o Clima, em Lisboa, e contou com a apresentação de Nelson Lage, Presidente da ADENE, e Manuel Casquiço, Diretor de Indústria e Transição Energética, e a presença do Secretário de Estado Adjunto e da Energia, Jean Barroca.

O PNEC 2030, em alinhamento com as orientações europeias, reconhece as energias renováveis oceânicas, com destaque para a eólica offshore flutuante, como estratégicas para a transição energética. Dado o potencial desta fonte de energia, foi desenvolvido este estudo com o objetivo de avaliar o potencial económico, industrial e energético das energias renováveis oceânicas – com foco na eólica offshore flutuante -, analisar as condições de implementação e apoiar a definição de estratégias e recomendações para decisão pública e investimento.

Das conclusões destacam-se as tendências globais e evolução deste setor emergente e os desafios atuais: apesar do Custo Nivelado de Energia (Levelized Cost of Energy (LCOE)*) da energia eólica flutuante ainda ser elevado, as projeções internacionais demonstram uma tendência de redução acentuada dos custos à medida que aumenta a maturidade tecnológica e a capacidade instalada global. Regista-se também uma crescente relevância de soluções flutuantes para águas profundas.

No estado de arte da situação em Portugal, há experiências pioneiras com projetos de eólica offshore flutuante, como é o caso do Windfloat Atlantic, e condições naturais favoráveis e, a nível de planeamento e infraestruturas, as áreas marítimas encontram-se definidas e os portos têm potencial diferenciado. De modo geral, a energia eólica offshore flutuante é uma oportunidade estratégica para reforçar o sistema energético e a Economia Azul no nosso país. Quanto aos setores mais preparados, estão a Engenharia e Projeto, as estruturas e flutuadores, os serviços marítimos, operação e manutenção e I&D e ensaios. Foram identificados também alguns desafios, nomeadamente assegurar a capacidade industrial e questões que se prendem com a estabilidade regulatória.

Durante a apresentação aprofundaram-se ainda alguns cenários de oportunidades e desafios, com identificação dos perfis profissionais necessários para a expansão deste tipo de produção de energia, bem como possíveis impactos económicos.

O lançamento deste estudo representa mais um passo na identificação das oportunidades que a energia eólica pode trazer a Portugal, com a criação de valor para o país.

A sessão foi também momento para ser dado a conhecer outro estudo nesta área, o EOLOS. MAR, desenvolvido pelo Laboratório de Energia e Geologia, apresentado por Teresa Ponce de Leão, Presidente, e Ana Estanqueiro, Investigadora Coordenadora.

Conheça o Estudo sobre a Economia Azul no âmbito das Energias Renováveis Oceânicas, a apresentação e o resumo executivo.

*LCOE é uma métrica financeira essencial que calcula o custo médio de geração de eletricidade ao longo da vida útil de um ativo energético.

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