
A ADENE lançou recentemente o seu Conselho de Administração Sombra, um órgão jovem e estruturado para talentos com idade inferior a 35 anos, que participa ativamente nos processos de decisão do Conselho de Administração.
A propósito do Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março, a ADENE destaca o papel da liderança feminina na construção de um futuro mais sustentável com a entrevista a Ana Seco, Técnica Especialista da Direção de Sustentabilidade e Mobilidade e Presidente do Conselho de Administração Sombra, para nos dar a sua perspetiva sobre este desafio.
O que significa ser Presidente do Conselho de Administração Sombra da ADENE?
Representa uma oportunidade valiosa de participar ativamente na transição energética, propor ideias que integrem energia, talento e visão, e perceber como cada iniciativa pode deixar uma marca duradoura, tanto na ADENE como no meu próprio percurso.
Além disso, é poder aprender com profissionais experientes e visionários, ganhar novas perspetivas e desenvolver novas competências que vão além do perfil técnico, algo que acrescenta enorme valor a qualquer jovem.
Como inspiração para outras mulheres, qual o percurso que te fez chegar aqui?
Quando vim para a ADENE, queria trabalhar nas 2 áreas que mais me fascinam: a sustentabilidade e a economia circular.
Rapidamente percebi que podia e queria fazer mais. Por isso, procurei sempre estar onde podia crescer, juntando-me a novos desafios, como o Conselho de Administração Sombra, mesmo quando isso significava sair da minha zona de conforto.
Se há algo que gostaria de dizer a outras mulheres é isto: não precisamos de percursos perfeitos ou lineares. Precisamos de coragem para ir além, de confiança nas nossas capacidades e de vontade de avançar, mesmo sem estarmos “100% prontas”. O momento certo é agora.
Como vês o papel das mulheres na energia?
O papel das mulheres na energia é essencial. Atualmente, menos de um quarto dos profissionais no setor da energia na Europa são mulheres, o que demonstra que ainda há um longo caminho a percorrer.
A transição energética é um dos maiores desafios da nossa geração e precisa de talento, diversidade e diferentes perspetivas. Quanto mais diversificado for o setor, mais inovadoras e eficazes serão as soluções que construímos.
A energia feminina transforma e deixa uma marca duradoura no futuro do setor da energia.
Eu sou uma mulher de energia porque … acredito que a verdadeira energia está nas pessoas, no que fazemos e no potencial que ainda temos por descobrir.
Celebrar o Dia Internacional da Mulher é também dar voz às mulheres que hoje moldam as decisões que constroem o amanhã.