
O consumo de eletricidade atingiu 14 624 GWh no primeiro trimestre de 2026, ultrapassando em 3,8% o anterior máximo de 14 086 GWh registado em 2025.
As energias renováveis abasteceram 80,4% do consumo de eletricidade, as não renováveis 16,3% e o saldo importador 3,3%. Segundo a REN, a produção renovável teve a seguinte repartição: hídrica 38%, eólica 31,9%, solar fotovoltaico 6,3% e a biomassa 4,3%.
As fontes que mais contribuíram para o aumento do abastecimento do consumo foram sobretudo a produção térmica não renovável (essencialmente gás natural) e a eólica, com aumentos respetivos de 40,8% e de 12,4%, face ao trimestre homólogo. O solar fotovoltaico e a biomassa diminuíram, respetivamente, de 7,5% e 8,2%.
O saldo importador registou uma queda muito acentuada (-54%), abastecendo apenas 3,3% do consumo de eletricidade. No primeiro trimestre do ano passado abasteceu cerca de 7,5%.
Gás Natural
O primeiro trimestre do ano registou um aumento significativo no consumo de gás natural, com os Estados Unidos a assumirem a liderança no fornecimento para Portugal.
O consumo de gás natural atingiu 13 167 GWh no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 13,8% face ao período homólogo.
O mercado elétrico, que corresponde ao gás natural consumido nas centrais de ciclo combinado para a produção de eletricidade, foi responsável por 34,4% do consumo, sendo os restantes 65,6% destinados ao mercado convencional.
O gás natural destinado ao mercado elétrico aumentou 53,6% e o destinado ao mercado convencional em 0,2%, quando comparados com o primeiro trimestre de 2025.
No que respeita ao fornecimento de gás natural, os EUA assumiram a liderança das importações com uma quota de mercado de 36,6%, seguindo-se a Nigéria com 3,.8%, as interligações com a Espanha (18,1%) e a Rússia (9,5%).
Face ao período homólogo, a Nigéria teve uma perda de cerca de 12,8 p.p., e as interligações com a Espanha, um ganho de 10.9 p.p.