No âmbito da Semana da Reabilitação Urbana de Lisboa, a ADENE debate a inovação tecnológica da energia nas cidades do futuro

inovação tecnológica da energia

A inovação tecnológica da área da energia é a mais disruptiva para as nossas cidades e vai alterar a forma como vivemos e nos movemos. Saber para onde vamos na eficiência energética dos edifícios é crucial para antecipar o futuro e capturar o valor das oportunidades inerentes à reabilitação urbana.

Foi neste tema que se centrou a Conferência promovida pela ADENE – a Agência para a Energia, em parceria com a Vida Imobiliária, no âmbito da Semana da Reabilitação Urbana, uma iniciativa plena de eventos, e que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

A Conferência foi marcada pela abertura de Manuel Boia, Administrador da ADENE, que falou sobre a reabilitação e a oportunidade para a eficiência energética, com impactos positivos na melhoria do conforto e na saúde das pessoas, nomeadamente através do certificado energético, ferramenta alvo da campanha “Certificar é Valorizar”, lançada no início do mês.

Esta campanha pretende informar o consumidor de que o certificado energético é o 1º passo para obter conforto, benefícios e valorizar o imóvel, bem como do papel decisivo do Perito Qualificado, como técnico altamente qualificado, que apoia o proprietário em todas as etapas do processo, em especial, na identificação das medidas de melhoria.

Uma abordagem sobre a sustentabilidade das nossas cidades, nas suas dimensões económica, social e ambienta proporcionou depois o enquadramento técnico da sessão, com uma visão global do tema apresentada pelo Arquiteto Duarte Nunes, do Instituto Superior Técnico.

O tema do desempenho energético do nosso parque edificado ficou a cargo de Rui Fragoso, Diretor do Departamento de Edifícios da ADENE que abordou ainda de que forma o mercado está a usar a inovação para a responder ao desafio da eficiência energética, adiantando-se em relação às exigências legais. Os desafios da futura Diretiva Europeia de Desempenho Energético dos Edifícios (EPBD) foram elencados, ficando clara a oportunidade que os mesmos representam para os promotores e agentes de mercado nos sectores da construção e do imobiliário.

Por fim, porque a inovação também vive muito nos materiais que nos rodeiam, a proposta de etiquetagem de eficiência dos elementos construtivos que compõem janelas, paredes, coberturas e partes comuns dos edifícios, promete ser um passo essencial para aprofundar a sustentabilidade das nossas cidades. A iniciativa de etiquetagem energética de produtos, como é o caso das janelas eficientes CLASSE+, surge como um importante instrumento para a distinção e captação de valor em contexto de reabilitação: por um lado facilita as escolha de soluções construtivas mais eficientes pelos promotores e proprietários, por outro permite a afirmação das empresas fabricantes que, ao aderirem a esta iniciativa, qualificam a sua oferta num mercado cada vez mais exigente e competitivo. Por cada 1 € investido em janelas eficientes e isolamento otimizado de uma casa é possível, ao fim de 10 anos, obter 1,5 € em valor associado às poupanças energéticas, aos benefícios de saúde e conforto e à valorização do imóvel. Este foi um tema da responsabilidade de Paulo Santos, coordenador da iniciativa CLASSE+, da ADENE.

Na segunda parte da sessão, foi dado destaque ao setor das janelas eficientes, com uma apresentação de João Gomes, Presidente da associação do sector (ANFAJE). Este mostrou com as empresas de janelas estão na vanguarda da eficiência energética, posicionando-se num mercado de reabilitação que cresce a um ritmo superior a 20% ao ano e de uma forma sustentada, com projetos em carteira para mais de 8 meses. Seguiu-se a apresentação de Pedro Santos, da Reynaers Aluminium, que ilustrou como a inovação tem sido chave na resposta da empresa aos desafios da eficiência e da sustentabilidade, evidenciada pela sua qualificação em sistemas de certificação como o CLASSE+.

A sessão finalizou com a intervenção de José Sá Carneiro, da Schmitt + Sohn Elevadores, que mostrou como a reabilitação é uma oportunidade para a melhoria da eficiência e da segurança de elevadores. Num parque edificado onde é possível alcançar economias de até 66% na energia consumida nos elevadores, há um importante potencial que pode ser aproveitado recorrendo a novas tecnologias e à gestão inteligente dos equipamentos. O recurso a instrumentos de auditoria e etiquetagem energética de elevadores são fundamentais para identificar e capturar esse potencial de eficiência energética.