O protocolo de cooperação que se encontra em curso entre a EPAL e a ADENE, foi assinado em Dezembro de 2007. Este protocolo dá seguimento à política da EPAL na área das preocupações da racionalização energética. Paralelamente, visa a identificação de novas oportunidades de aproveitamento da água como recurso energético. A parceria estabelecida entre estas duas entidades reforça desta forma a estratégia da EPAL no que respeita ao seu empenho incondicional em contribuir para uma política de controlo energético, ambiental e económico no âmbito da sua actividade.

A EPAL pretende reduzir a sua facturação anual média de nove milhões de euros em energia, para além de promover a substituição do consumo de energia fóssil por energia renovável, numa óptica de valorizar a produção de energia descentralizada e de origem endógena. Nesse sentido, encontra-se já cabimentado no orçamernto da EPAL um investimento inicial de três milhões de euros até 2010. Durante este período, a EPAL será também alvo de um conjunto de intervenções comportamentais na área da promoção da eficiência energética.
A EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres e a Agência para a Energia (ADENE), apresentaram em Junho de 2008 o Comité de Energia da EPAL. Este Comité de Energia assumirá uma função de órgão consultivo do Conselho de Administração da empresa, tendo por missão promover a eficiência energética na EPAL em todas as vertentes da sua actividade e acompanhar a implementação do plano de racionalização de energia nesta empresa pública, definido pelas duas entidades para os próximos três anos. A equipa em causa é constituída por sete elementos afectos a diversos departamentos da empresa.
Uma das fases de execução do programa de eficiência energética da EPAL teve lugar na semana do Ambiente, envolvendo acções de sensibilização junto dos colaboradores da empresa. Também nesta semana teve início o programa que visa a certificação energética dos edifícios existentes e dos novos edifícios, com o arranque da auditoria energética e da qualidade do ar interior no edifício sede da EPAL, sendo prevista a emissão do Certificado de Eficiência Energética para este edifício no final do mês de Agosto. Este documento indicará as medidas que irão potenciar economias de energia de 20 a 40 por cento e as consequentes reduções de emissões de CO2.
A curto prazo, o protocolo envolve já iniciativas na área das economias de energia nos actuais e futuros edifícios da empresa e a contínua promoção de acções junto dos colaboradores da EPAL, dos seus clientes e utilizadores das infra-estruturas da EPAL.
Para além disso, serão identificados os locais adequados e com potencial para a implementação de:
1) trinta projectos de centrais de produção de energia micro-hídrica integradas na rede de abastecimento de água da EPAL;
2) treze projectos de centrais de energia fotovoltaica, no âmbito do Programa “Renovaveis na Hora”;
3) cinco projectos de sistemas de produção de energia eólica.
Paralelamente serão desenvolvidos estudos que permitam a elaboração de um projecto-piloto de produção e venda de água quente via fontes renováveis, num sector da rede pública de distribuição de água.